Faceirice

Faceirice faz parte da natureza da mulher. Ser faceira é querer estar bonita.
Ser bonita não é necessariamente estar na última moda, ser super sexy, ser candidata a miss ou super sofisticada.. A beleza pode estar em algum detalhe, num certo modo de sorrir, num olhar, num jeito de falar. Ser bonita é estar bem consigo mesma, é se cuidar, cuidar da pele, do corpo, dos cabelos... Ser bonita é se gostar.
Ser bonita é simplesmente ser.

Não pretendo falar sobre moda, pois disto eu não entendo, apenas mostrar, do meu jeito, essa faceirice, que sempre existiu desde o princípio dos tempos, em todos os lugares e entre todos os povos, independente de sexo, raça e classe social..

CRIADO EM 21 DE ABRIL DE 2009

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sábado, 23 de maio de 2009

Vestido de Flores




Vestido de Flores

Rosa Clement


Estava na vitrine esse vestido,
talhado em um perfeito manequim
bem justo em flores bege de cetim,
sonhado pelo corpo bem nutrido.

Dos meus tantos, seria o mais querido,
o que mais teria o cheiro de jasmim.
Iria com meus brincos cor marfim;
para o meu bem seria o escolhido.

Mas eu não tenho vida de artista,
nem minhas curvas foram as pensadas
para encaixar no traço do estilista.

Pagaria por tal vestido à vista,
mas estas gordurinhas sempre amadas
não cabem nessa moda consumista.



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quinta-feira, 21 de maio de 2009

Beleza Natural



Jovem Bassari.
Beleza realçada por lindos colares de sementes, coloridos. Argolas em volta da orelha e trancinhas nos cabelos...



Os Bassari vivem no oeste da África, no Senegal. A maioria vivem em aldeias distribuídas em uma grande área, na região de Tambacounda. Lá existe mais de cem aldeias desse grupo étnico. Ficam a uma distância de 15 a 40 Km uma das outras e o meio de transporte mais comum é a bicicleta e a caminhada.
É uma sociedade hierarquicamente organizada, com uma eduação diferenciada para homens e mulheres em todos os níveis sociais. O conhecimento é adquirido através de uma vivência comunitária, controlada pelos mais velhos.

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domingo, 17 de maio de 2009

Uma Mulher Bonita


Uma mulher bonita é como uma fruta madura:

deve-se comer sempre que possível

para que ela não se perca em seu explendor

ou alguém que não entenda venha a consumí-la

num crime sem perdão.



Uma mulher bonita é como a morte

um desafio permanente e inevitável

que se deve enfrentar de qualquer jeito.



Álvaro Pacheco

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sexta-feira, 15 de maio de 2009

Século XVIII - Madame Pompadour

Madame Pompadour foi símbolo da graça, do espírito, da elegância e do bom gosto de sua época, os meados do século XVIII, na corte do Rei Sol, Luiz XV de quem era amante.

Olhos negros e vivos, tez de porcelana, muito rouge nas faces. Laços de fita, pérolas e flores, cambraias e organdis nas cores preferidas do Rei Sol: azul-Nattier e rosa de Barry, retratando muito bem a moda desse tempo.


Retrato pintado por François Boucher, onde ela traja um vestido em verde, mangas bufantes e uma saia tão fartamente franzida. Fru-fru de renda no pescoço e detalhe de flores no decote e nos cabelos.




Retrato pintado por François Boucher, onde ela exibe um vestido azul-Nattier estremamente cheio de detalhes. Laços de fita no peitilho, nas mangas com babados vaporosos e no pescoço dando-lhe uma graça sem igual. Flores nos cabelos, no decote, na saia e um arranjo maior dando acabamento no decote.




Retrato pintado por François Boucher - Detalhe do peitilho do vestido com laços de fita. No pescoço frufru de rendas e pérolas. Rendas contornando todo o decote e, uma única rosa o arrematando.




Retrato pintado por Rosalba Carrieri, onde ela exibe um decote ornado de flores e também nos seus cabelos.

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sábado, 9 de maio de 2009

Combinações



Houve um tempo em que as mulheres usavam combinação por baixo das roupas. Eram peças muito delicadas e como não podiam deixar de ser, eram também usadas como armas de sedução. Mesmo sem mostrá-las elas se sentiam sedutoras.
Havia também as anáguas, com muita renda, babados e fitas que, principalmente as adolescentes, deixavam aparecer parte delas num gesto de ingênua vaidade.
As anáguas com babados não se usam mais, mas as combinações são usadas como vestidos de festa, um sonho que virou realidade.


Ah! se eu pudesse dançar com a minha Lingerie. (1951)



Ah! se ele pudesse me ver com a minha Lingerie. (1951)


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Perfumaria



PERFUMARIA

Flora Figueiredo

Há dias de se acordar tão feminina!
Gata, sereia, bailarina,
sedas, laços e batom.
O corpo é doce, o beijo é bom,
a vida é orquestra: eu maestrina.
É dia de viver celeremente.
Antes que o encanto rache
ou que o ciclone aumente,
lavo-me em mel e purpurina.
Mas toca o telefone, a flauta desafina,
e eu visto a couraça novamente.

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sexta-feira, 1 de maio de 2009

O Vestido de Adélia



O Vestido

Adélia Prado

No armário do meu quarto escondo de tempo e traça meu vestido estampado em fundo preto.
É de seda macia desenhada em campânulas vermelhas à ponta de longas hastes delicadas.
Eu o quis com paixão e o vesti como um rito, meu vestido de amante.
Ficou meu cheiro nele, meu sonho, meu corpo ido.
É só tocá-lo, volatiza-se a memória guardada:
eu estou no cinema e deixo que segurem minha mão.
De tempo e traça meu vestido me guarda
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