
Pelos arredores de 1940, os rigores da guerra talvez tenham “pedido” que o rosto feminino fosse menos “planejado”, e a mulher tivesse uma aparência mais suave.
O que os americanos chamam de “girl next door” (a moça que mora ao lado) tornara-se o ideal. Queria-se que a moça fosse muito atraente, mas, ao mesmo tempo, representando uma imagem familiar, o que repousava.

Então Betty Grable era a “pin up” de sucesso, e seu retrato fazia bater de saudades o coração dos soldados.

E as outras moças, é claro, aproximavam-se do tipo Betty Grable. Cabelos longos, por exemplo, apenas encimados por um discrteo “pompadour”, eram a marca essencial da beleza. Copiava-se também o maquilagem moderno da Grable, o contorno de seus lábios.

E todas tinham o ar adocicado – que hoje consideraríamos ligeiramente enjoativo.

Texto de Clarice Lispector (Correio Feminino)
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