“O prazer do perfume está entre as mais elegantes e também mais respeitáveis satisfações da vida” ( (Plínio, século I)
Os perfumes, atravessam a noite dos tempos, desde as mais antigas civilizações, servindo tanto para atrair e agradar aos deuses, como para envolver os amantes em uma aura de magia e sedução. Para nos trazer, à lembrança, lugares, pessoas e situações, para nos dar a sensação de harmonia ou para nos tornar mais atraentes.
Foi queimando certas madeiras e resinas que o homem primitivo descobriu o perfume. Daí a origem do nome, que vem de pro fumo (através da fumaça). A ligação com o sagrado das substâncias aromáticas incitou a curiosidade dos povos da Antigüidade, que logo saíram à procura de essências raras para agradar aos deuses. E nesse ambiente de êxtase e magia foram descobertos outros prazeres sensuais.
As mãos da deusa mulher ungiam o corpo de seus favoritos com pomadas delicadas, exalando a rosas, tuberosas, íris e sândalo, transformando os elementos sacros em profanos elixir do amor.
Cleópatra, para conquistar Marco Antônio, usou em seu barco um perfume indescritivelmente rico, exalado de inúmeros incensórios. Além disso, num dos banquetes oferecidos a Marco Antônio, ela encheu a sala com rosas numa altura de um pé e meio, e também o seu leito para o amor era coberto com pétalas de rosas.
Em 1580 - com a Renascença na Europa, cresce o desenvolvimento da perfumaria.
Em 1665 - surge a primeira fábrica de vidro para perfumaria na França, a Saint Gobain, em atividade até os dias de hoje.
Em 1700 - já existe 300 fabricantes de perfume e 2.000 lojas na Europa.
Em 1714 – surge em Colônia, na Alemanha, a primeira água de colônia que tem o seu nome por causa do nome da cidade.
Em torno de 1750 - Madame Pompadour, amante do rei Luís XV, usa o seu poder para influenciar a corte de Versailhes ajudando a popularizar o banho. Ela gastava horas no toalete, banhava-se com sabonetes de lavanda e outras flores com um toque herbáceo. Usava para os penteados, pomadas perfumadas. Espalhava em seus aposentos, incensários e recipientes de porcelana para poutpourris, enriquecidos de especiarias.
Em 1790 – Mulhens cria a água de colônia 4711 que tem esse nome por causa do número de sua casa.
Em 1800 – as cidades de Grasse e Paris ganham reputação na produção de perfumes.
Em 1830 – descobre-se o processo de extração química dos óleos essenciais.
A partir desta época a perfumaria tomou grande vulto no mundo ocidental, propiciando o aparecimento de grande perfumistas e criação de grandes marcas
Em 1861 – Guerlain cria a Eau Imperiale para a imperatriz Eugênia, uma mistura de notas cítricas e lavanda.
Em 1868 – Os cheiros naturais foram sintetizados pela química.
Em 1882 - foi lançado o perfume Fougére Royale (Houbigan);
Em 1889 - Guerlain cria o Jicky, com essências de íris, bergamota e lavanda, moderno e apresentado num elegante frasco de cristal Baccarat.
Em 1910 - Coty era o mais chic e famoso perfumista de Paris.
Em 1926 - Foi criado o Chanel nº 5, à base de aldeído, que combina rosa, jasmim e vetiver, entre outras flores, que é sucesso até os dias de hoje.
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